Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

passa a palavra que cai no chão. desértico, por sinal. 

corre a palavra de ritmo, ritmada. à espera do tal sinal.

correm as pessoas, com as cabeças metidas em si.

até agora nada fora do que é banal.

 

sai o carteiro que vai atrasado, que aquelas cartas já são de ontem.

tem a mulher e os filhos à espera em casa, desde o passado.

volta para a terrinha, com a cabeça metida em si próprio.

já naquele tão ritmado ritmo, que se lho tiram lá se vai a vida

e o estafermo que o quiz desorientar.

 

banais são as vidas que por ele passam. 

"que a mim nem sequer me tocam, esses estafermos"

"já basta a minha mulher... a sopa já deve estar fria"

apanha as chaves do carro que deixou cair. 

olha a eito por quem lhe cerca,

dita o mundo e por vezes até acerta.

 

mas a vida não lhe corre tão bem,

lá em casa, não chega para a sopa.

já pouca sopa mete em si. que para os ladrões há sempre que lhes alimentar a boca.

 



Cat às 21:26 | link do post | comentar

5 comentários:
De avery. a 10 de Fevereiro de 2012 às 14:04
faz o que te apetece comer, é meio caminho andado para correr melhor.


De Samantha a 10 de Fevereiro de 2012 às 22:05
infelizmente, todos temos rótulos que nos perseguem. inevitavelmente.


De Samantha a 10 de Fevereiro de 2012 às 22:22
triste é que até para um emprego é mais valorizado o aspeto físico do que as capacidades


De Samantha a 10 de Fevereiro de 2012 às 22:30
forma física muda-se; carácter já é outro assunto


De Ângela a 14 de Fevereiro de 2012 às 18:33
mas da maneira como isto está nem o sá pinto nos salva. btw, estou a seguir-te (: beijinhos


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